Alguns jogos valem pelos três pontos. Outros ficam na memória pela história que contam.
A vitória da Inglaterra por 4 a 2 sobre a Croácia, nesta terça-feira (17), teve um pouco dos dois. Em uma partida movimentada do início ao fim, recheada de alternativas, gols e momentos de tensão, os ingleses largaram na frente no Grupo L e deixaram a sensação de que a Copa do Mundo ganhou seu primeiro grande espetáculo.
No centro de tudo estava Harry Kane.
O capitão inglês marcou duas vezes, comandou o ataque e saiu de campo eleito o melhor jogador da partida. Mais uma vez, quando sua seleção precisou, ele apareceu.
Inglaterra começa melhor, mas Croácia não se entrega
A partida começou em ritmo acelerado e rapidamente mostrou que seria diferente da maioria dos jogos vistos até agora no torneio.
A Inglaterra conseguiu transformar sua superioridade técnica em vantagem no placar, mas a Croácia respondeu. Depois voltou a sofrer. E respondeu novamente.
Foi um duelo em que nenhum dos dois lados parecia disposto a aceitar um papel secundário.
Os ingleses atacavam com intensidade, explorando a movimentação de seus homens de frente. Os croatas, por sua vez, encontravam espaços e castigavam sempre que tinham oportunidade.
O resultado foi um jogo aberto, raro para padrões de Copa do Mundo.

Kane assume protagonismo no momento decisivo
Quando a partida entrou em seus momentos mais delicados, Harry Kane fez o que os grandes atacantes costumam fazer.
O camisa 9 apareceu para recolocar a Inglaterra no controle do placar e participou diretamente dos principais lances ofensivos da equipe. Sua atuação foi decisiva para impedir que a Croácia transformasse o equilíbrio do confronto em surpresa.
Não foi apenas uma noite de gols.
Kane liderou o ataque, ajudou na construção das jogadas e deu tranquilidade a uma equipe que, em alguns momentos, viu os croatas crescerem na partida.
Ao apito final, o prêmio de melhor jogador em campo parecia apenas uma formalidade.
Artilheiro inglês se aproxima de marca histórica
Os dois gols marcados diante da Croácia também tiveram peso histórico.
Maior artilheiro da história da seleção inglesa, Kane ampliou seus números em Copas do Mundo e reforçou a condição de principal referência ofensiva da geração atual.
Aos 32 anos, o atacante vive possivelmente sua última oportunidade de liderar a Inglaterra em uma campanha de título mundial. E a estreia deixou claro que ele continua sendo a principal esperança dos ingleses para encerrar um jejum que já dura seis décadas.
