O Uruguai passou longe de uma estreia tranquila na Copa do Mundo. Nesta segunda-feira (15), a Celeste precisou reagir após um primeiro tempo abaixo das expectativas e arrancou um empate por 1 a 1 diante da Arábia Saudita, em partida válida pela primeira rodada do Grupo H.
Durante boa parte do confronto, os sauditas foram superiores e deram a impressão de que poderiam repetir algumas das surpresas que já marcaram este início de Mundial. No entanto, a tradição uruguaia apareceu na etapa final para evitar um tropeço ainda maior.
Arábia Saudita surpreende e sai na frente
A seleção saudita entrou em campo sem se intimidar diante dos bicampeões mundiais.
Com marcação agressiva e velocidade nos contra-ataques, os asiáticos encontraram dificuldades no início, mas cresceram ao longo do primeiro tempo e foram recompensados com o gol que abriu o placar.
A vantagem refletia o que se via em campo. Enquanto a Arábia Saudita mostrava intensidade e organização, o Uruguai tinha dificuldades para criar oportunidades e pouco ameaçava o sistema defensivo adversário.
O resultado parcial levou preocupação aos torcedores uruguaios e animou a torcida saudita, que sonhava com uma vitória histórica.

Celeste muda postura após o intervalo
A conversa no vestiário parece ter surtido efeito.
Logo nos primeiros minutos do segundo tempo, o Uruguai voltou com outra postura, adiantando suas linhas e pressionando a saída de bola saudita.
A melhora no desempenho rapidamente se transformou em chances de gol. A equipe passou a ocupar mais o campo ofensivo e obrigou a defesa adversária a trabalhar muito mais do que na etapa inicial.
A pressão acabou sendo premiada com o gol de empate, que recolocou os sul-americanos no jogo e mudou completamente a dinâmica da partida.
Sauditas resistem e garantem ponto importante
Mesmo após sofrer o empate, a Arábia Saudita não se desorganizou.
A equipe seguiu competitiva até os minutos finais e conseguiu segurar a pressão uruguaia para confirmar um resultado que pode ter grande peso na disputa por uma vaga nas oitavas de final.
O desempenho chamou atenção pela maturidade apresentada diante de uma seleção tradicional e acostumada a grandes competições.
Valverde tenta liderar reação uruguaia
Entre os destaques da Celeste, Federico Valverde apareceu como uma das principais referências durante a reação no segundo tempo.
O meio-campista participou das principais construções ofensivas da equipe e foi um dos responsáveis por aumentar o ritmo uruguaio após o intervalo.
Ainda assim, o empate deixou a sensação de que o Uruguai precisará evoluir nos próximos compromissos para confirmar o favoritismo dentro do grupo
