Camisa 10 faz primeira atividade em campo desde a lesão, mas presença na segunda rodada da Copa do Mundo ainda é tratada com cautela pela comissão técnica de Carlo Ancelotti
A notícia que o torcedor brasileiro mais esperava finalmente chegou.
Após semanas de recuperação e dias de incerteza durante a preparação para a Copa do Mundo de 2026, Neymar voltou a trabalhar no gramado com a Seleção Brasileira nesta segunda-feira e deu um importante passo rumo ao retorno aos jogos oficiais. A movimentação reacendeu a esperança de vê-lo em campo já na próxima rodada, quando o Brasil enfrenta o Haiti em um confronto decisivo pela fase de grupos.
A grande pergunta que domina o ambiente da Seleção, porém, continua sem resposta definitiva:
Neymar terá condições de jogar contra o Haiti?
A resposta mais honesta é: talvez
Apesar da evolução apresentada pelo camisa 10, a situação ainda inspira cautela.
Segundo informações divulgadas pela Confederação Brasileira de Futebol, Neymar participou de exercícios físicos e realizou atividades com bola pela primeira vez desde que sofreu a lesão muscular na panturrilha direita. No entanto, ele ainda não foi integrado totalmente aos trabalhos táticos comandados por Carlo Ancelotti.
Internamente, a comissão técnica evita qualquer tipo de precipitação.
O entendimento é que a Copa do Mundo é longa e que uma recuperação acelerada poderia aumentar o risco de nova lesão, algo que o Brasil deseja evitar a qualquer custo.
O empate contra o Marrocos mudou o cenário
Se antes havia tranquilidade para administrar a recuperação do craque, o empate por 1 a 1 diante do Marrocos aumentou a pressão.
A Seleção apresentou dificuldades na criação de jogadas, encontrou problemas para controlar o meio-campo e dependeu de um lance individual de Vinícius Júnior para evitar a derrota na estreia.
Naturalmente, a ausência de Neymar voltou ao centro das discussões.
Mesmo aos 34 anos e após uma sequência de lesões nos últimos anos, o camisa 10 continua sendo visto como o jogador capaz de oferecer criatividade, controle de ritmo e capacidade de decisão em jogos equilibrados.
A atuação brasileira contra os marroquinos reforçou justamente a sensação de que falta um articulador capaz de conectar meio-campo e ataque.
Ancelotti ganha uma dor de cabeça das boas
Caso Neymar seja liberado pelo departamento médico, Carlo Ancelotti terá uma decisão importante.
Escalá-lo como titular pode representar um risco físico elevado.
Por outro lado, deixá-lo fora novamente pode privar a equipe de um dos jogadores mais talentosos da competição.
A alternativa considerada mais provável neste momento é uma utilização gradual.
Neymar começaria no banco de reservas e poderia atuar entre 20 e 30 minutos, dependendo do andamento da partida. Essa solução permitiria recuperar ritmo de jogo sem comprometer sua condição física para os confrontos seguintes.
O que está em jogo contra o Haiti?
Mais do que três pontos.
O Brasil precisa recuperar confiança.
Após o empate diante do Marrocos, uma nova atuação abaixo do esperado aumentaria a pressão antes do encerramento da fase de grupos.
Por isso, o confronto contra o Haiti ganhou um peso ainda maior.
Uma vitória pode recolocar a Seleção no caminho esperado e devolver tranquilidade ao elenco.
Um tropeço, por outro lado, transformaria a última rodada em uma verdadeira decisão.
Neymar ainda pode ser decisivo nesta Copa
Mesmo sem estrear, Neymar segue sendo um dos assuntos mais comentados do Mundial.
Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, o camisa 10 foi mantido por Ancelotti justamente por sua experiência e capacidade de decidir partidas importantes.
A comissão técnica acredita que ele ainda pode ter papel fundamental na campanha brasileira, especialmente nas fases eliminatórias.
Por isso, cada passo da recuperação é acompanhado de perto.
O retorno aos treinamentos foi apenas o primeiro sinal.
Agora, a expectativa gira em torno dos próximos dias.
O torcedor brasileiro já voltou a sonhar.
E a Copa do Mundo pode estar prestes a receber um dos seus maiores protagonistas.
