A Inglaterra está novamente entre as quatro melhores seleções do mundo.
Em uma partida equilibrada e decidida apenas na prorrogação, os ingleses venceram a Noruega por 2 a 1, no Hard Rock Stadium, em Miami, e garantiram vaga nas semifinais da Copa do Mundo. O grande nome da classificação foi Jude Bellingham, autor dos dois gols da equipe de Thomas Tuchel, em uma noite que também ficou marcada por uma polêmica envolvendo a tecnologia da bola conectada da FIFA.
Noruega assusta, mas Inglaterra responde
A seleção norueguesa mostrou, mais uma vez, por que chegou às quartas de final.
Depois de eliminar o Brasil, a equipe abriu o placar aos 36 minutos do primeiro tempo com Andreas Schjelderup, obrigando a Inglaterra a correr atrás do resultado. A reação veio ainda antes do intervalo, quando Jude Bellingham aproveitou a sobra dentro da área para deixar tudo igual.
Na prorrogação, o camisa 10 voltou a aparecer. Logo nos primeiros minutos do tempo extra, Bellingham marcou seu segundo gol na partida e decretou a virada inglesa, colocando fim ao sonho norueguês de alcançar uma semifinal inédita na era moderna da Copa do Mundo.

Gol inglês gera debate sobre nova tecnologia da FIFA
O empate da Inglaterra, ainda no primeiro tempo, foi cercado por reclamações da seleção norueguesa.
Jogadores e comissão técnica alegaram que, no início da jogada, a bola teria tocado um cabo da câmera suspensa sobre o gramado situação que, pelas regras do jogo, interromperia imediatamente a partida para a marcação de bola ao chão. A arbitragem manteve o lance, e o gol foi validado.
Após o apito final, a FIFA esclareceu a polêmica. Segundo a entidade, os dados da tecnologia Connected Ball não registraram qualquer contato da bola com a estrutura da câmera, motivo pelo qual não houve intervenção do VAR nem alteração da decisão tomada em campo.
Haaland bem marcado e sonho interrompido
Depois das atuações decisivas contra o Brasil e ao longo da campanha, Erling Haaland encontrou uma defesa inglesa preparada para neutralizar seu principal ponto forte.
Bem marcado durante praticamente toda a partida, o atacante teve poucas oportunidades claras e não conseguiu repetir o protagonismo das fases anteriores. A Inglaterra reduziu os espaços, venceu a maior parte dos duelos físicos e obrigou a Noruega a buscar alternativas ofensivas que pouco funcionaram ao longo do confronto.
Inglaterra volta a sonhar
A classificação confirma o crescimento da equipe comandada por Thomas Tuchel ao longo do torneio.
Depois de um início de Copa cercado por desconfiança, os ingleses chegam às semifinais apoiados no talento de Jude Bellingham e em uma equipe que soube suportar a pressão nos momentos decisivos. A Noruega, por sua vez, deixa o Mundial após sua melhor campanha em décadas, consolidando uma geração que recolocou o país entre as principais seleções do futebol internacional.
