O Al Nassr deixou escapar mais uma chance de título na temporada. Neste sábado (16/05), jogando em Riad, a equipe saudita foi derrotada pelo Gamba Osaka por 1 a 0 e ficou com o vice-campeonato da AFC Champions League Two, a segunda principal competição continental da Ásia.
A decisão carregava enorme expectativa. Além da possibilidade de conquistar o primeiro título continental desde a chegada de Cristiano Ronaldo, o jogo também marcava a oportunidade de redenção para o técnico Jorge Jesus, pressionado após oscilações recentes do clube saudita.

O início da partida teve domínio territorial do Al Nassr. Empurrado pela torcida, o time saudita controlou a posse e acumulou chegadas principalmente com Cristiano Ronaldo e João Félix, mas encontrou dificuldades para transformar volume em chances claras.
Do outro lado, o Gamba Osaka apostava em linhas mais baixas e velocidade nos contra-ataques. O plano funcionou melhor na segunda etapa.
Após resistir à pressão inicial, a equipe japonesa encontrou o momento decisivo do jogo. Deniz Hümet marcou o único gol da partida, aproveitando espaço nas costas da defesa saudita e colocando o Gamba Osaka em vantagem no segundo tempo.
O gol mudou completamente o cenário da decisão. O Al Nassr aumentou ainda mais a pressão ofensiva, passou a ocupar o campo de ataque quase de forma total e acumulou cruzamentos e finalizações na reta final.
Cristiano Ronaldo teve duas oportunidades claras já nos minutos finais, mas passou em branco na decisão. O camisa 7 demonstrou irritação após o apito final e deixou o gramado visivelmente frustrado com mais uma oportunidade perdida de conquistar um título pelo clube saudita.
Nos acréscimos, o cenário virou praticamente ataque contra defesa, mas o Gamba Osaka conseguiu sustentar a vantagem até o fim e confirmou o título continental fora de casa.
A derrota amplia a pressão sobre o projeto milionário do Al Nassr, que mais uma vez termina uma competição importante sem conseguir transformar investimento em conquista. Para Cristiano Ronaldo, o vice também prolonga o jejum de títulos continentais por clubes, algo que não acontece desde os tempos de Real Madrid.
