A Seleção Brasileira finalmente teve uma noite mais próxima daquilo que sua torcida esperava ver na Copa do Mundo.
Após a estreia sem brilho diante de Marrocos, a equipe comandada por Carlo Ancelotti venceu o Haiti por 3 a 0, nesta sexta-feira (19), na Filadélfia, e assumiu a liderança do Grupo C. O resultado foi construído ainda no primeiro tempo, com dois gols de Matheus Cunha e outro de Vinícius Júnior.
Mais do que os três pontos, o Brasil encontrou sinais positivos em jogadores que precisavam aparecer.
Matheus Cunha aproveita chance e decide o jogo
Titular após mudanças promovidas por Ancelotti, Matheus Cunha viveu sua melhor atuação com a camisa da Seleção.
O atacante participou ativamente das ações ofensivas e marcou duas vezes ainda na etapa inicial, sendo decisivo para transformar a superioridade brasileira em vantagem no placar. Sua movimentação constante deu mais dinâmica ao ataque e ofereceu alternativas que haviam faltado na estreia.
Em uma seleção que ainda busca encontrar seu melhor funcionamento, a atuação do camisa 9 certamente deixará uma boa dor de cabeça para a comissão técnica.
Vinícius Jr. reaparece quando o Brasil mais precisava
Se Matheus Cunha abriu o caminho, Vinícius Júnior foi quem deu brilho à vitória.
Participando diretamente dos principais lances ofensivos da equipe, o atacante foi fundamental na construção dos gols e ainda deixou sua marca antes do intervalo. Depois de uma estreia discreta, o camisa 10 voltou a ser o jogador capaz de desequilibrar partidas através da velocidade, do drible e da agressividade no último terço do campo.
Foi a atuação que o torcedor brasileiro esperava ver desde o início do torneio.

Lesão de Raphinha gera preocupação para a Seleção
Nem tudo foi positivo na vitória brasileira.
Ainda no primeiro tempo, Raphinha precisou deixar o gramado após sentir um problema físico, aumentando a preocupação da comissão técnica para a sequência da Copa do Mundo.
É verdade que o atacante não vive seu melhor momento com a camisa da Seleção e também não conseguiu repetir no Mundial o desempenho que apresentou ao longo da temporada. Ainda assim, uma possível ausência está longe de ser um detalhe.
Raphinha chega à Copa credenciado por uma das melhores temporadas de sua carreira no Barcelona, sendo peça importante de um dos ataques mais produtivos do futebol europeu. Sua capacidade de decidir partidas, criar oportunidades e atuar em diferentes funções do setor ofensivo faz dele um jogador valioso para qualquer treinador.
Por isso, mesmo sem ter brilhado nas primeiras apresentações do Brasil, a suspeita de uma lesão preocupa. Em torneios curtos, perder atletas de alto nível pode alterar completamente os planos de uma equipe.
A Seleção aguarda os exames médicos para entender a gravidade do problema, mas a simples possibilidade de ficar sem um dos principais nomes do elenco já é suficiente para ligar o sinal de alerta.
Vitória anima, mas ainda deixa perguntas
O placar elástico não apaga todas as dúvidas.
O Haiti ofereceu pouca resistência em comparação aos adversários que o Brasil poderá enfrentar mais adiante no torneio. Por isso, apesar da melhora ofensiva e do resultado confortável, a atuação ainda será analisada com cautela.
Por outro lado, vencer era uma obrigação. E o Brasil cumpriu sua missão sem sustos.
