Sem sustos, sem exageros e sem abrir espaço para surpresas.
A Suíça fez valer o favoritismo diante da Argélia, venceu por 2 a 0 e garantiu presença nas oitavas de final da Copa do Mundo. Em uma atuação madura, a equipe soube controlar as ações desde os primeiros minutos, mostrou eficiência quando chegou ao ataque e pouco sofreu defensivamente.
Mais do que o resultado, a classificação reforça a imagem de uma seleção que cresce silenciosamente no torneio e pode voltar a ser uma adversária incômoda para qualquer favorito.
Eficiência para construir a vitória
A Suíça não precisou de uma atuação exuberante para confirmar a vaga.
Com posse de bola, intensidade na marcação e boa movimentação ofensiva, a equipe encontrou os espaços necessários para construir o placar ainda durante o tempo regulamentar, sem permitir que a Argélia transformasse a partida em um jogo de pressão.
O controle suíço foi praticamente absoluto. Sempre que os africanos tentavam reagir, encontravam uma defesa organizada e um meio-campo que soube administrar o ritmo da partida.
Foi uma atuação de quem entende que, em Copa do Mundo, nem toda classificação precisa ser épica.
Manzambi confirma status de joia suíça
Se a Suíça tem chamado atenção pelo coletivo, um nome em especial começa a ganhar protagonismo nesta Copa do Mundo: Winsley Manzambi.
Apenas 20 anos, o jovem voltou a ser um dos destaques da equipe com personalidade de veterano. Participativo, intenso na pressão e decisivo quando acionado no ataque, Manzambi foi peça importante na vitória sobre a Argélia, demonstrando maturidade muito acima da idade.
Não é por acaso que seu nome vem sendo cada vez mais comentado entre torcedores e analistas. Em um elenco conhecido pela organização tática, o jogador suíço tem acrescentado algo que nem sempre aparece nos esquemas táticos nesta Copa: criatividade, velocidade e coragem para decidir.

Suíça mantém campanha consistente
Se na fase de grupos a seleção suíça já havia chamado atenção pelo equilíbrio entre defesa e ataque, a atuação diante da Argélia reforçou essa identidade.
A equipe dificilmente se desorganiza, concede poucas oportunidades aos adversários e aproveita bem os momentos em que consegue acelerar o jogo. Não costuma chamar os holofotes, mas também raramente oferece facilidades.
